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Em outubro de 2010, o site Deskmag começou a monitorar o crescimento do coworking, e a contar o número de espaços que estavam abrindo e fechando. Hoje em dia, existem mais 250% em todo o mundo, com um total de 2072, quebrando o limiar de 2000. Tomando os países como base, os EUA lidera de longe; mas este número elevado também significa uma redução do percentual de crescimento anual, caindo para um número mais sustentável. Os maiores aumentos relativos foram observados no BRASIL, Japão e Reino Unido. Mas no caso da última contagem, o maior crescimento pertence à Espanha, um país em crise – agora tendo o maior número de espaços de coworking por habitante.
A contagem dos espaços de coworking é um procedimento frágil, dada a fluidez da definição do termo. Há uma série de relatos conflitantes que colocam o número (em algumas cidades como Nova York ou Tóquio) maior ou menor, dependendo da compreensão de um indivíduo do movimento.
O Deskmag, juntamente com o site-irmão Deskwanted, monitora tanto os espaços que estão abrindo e fechando e que são tornados públicos em sites, Twitter, Facebook, dentre outros, para garantir que os números sejam precisos. Ao considerar espaços de coworking, incluímos apenas aqueles espaços que descrevem o coworking como a atividade central – ou integral – do seu negócio.
Há também a questão do uso “inapropriado e injustificado” do termo. Na Espanha, por exemplo, muitos centros de negócios afirmam ter “áreas de coworking”, identificando a palavra como um trending topic e tentando capitalizar sobre o seu sucesso nacional. Existem, no entanto, aqueles que estão legitimamente tentando iniciar um espaço de coworking dentro das suas instalações já existentes.
Considerando tudo isso, o número de espaços de coworking em todo mundo tem demonstrado um crescimento que não é nada menos que fenomenal. Os números, porém, estão crescendo num ritmo diferente para cada país, o que pode ser atribuído a sete fatores.
No extremo oposto do espectro de crescimento está a Espanha, com quase 150 espaços de coworking. É provável que isso seja um resultado da crise imobiliária e construção real, o que deixou muitos estúdios de arquitetura (que são mais numerosos do que nos outros países) com um excesso de espaço e menos contratos substanciais. Com a súbita falta de bons contratos, essas empresas de arquitetura buscaram formas alternativas para suas instalações de projeto e empregar o espaço vazio.
Atualmente, o crescimento de coworkings na Espanha exibe as qualidades de uma bolha, uma vez que tem apresentado o maior crescimento e o mais afetado pela crise imobiliária. O desemprego na Espanha também subiu para 25%, o que poderia criar uma situação onde a oferta excede a demanda.
Na Ásia, o Japão está experimentando um crescimento fenomenal de coworking, com um total de 114 espaços de coworking em menos de dois anos e meio. Manter o controle deste crescimento tem sido possível graças a um número de indivíduos dedicados na comunidade japonesa de coworking que lista novos espaços em um mapa do Google.
Em uma contagem regional, a UE está no topo da lista, com 878 espaços – vindo de 281 há apenas dois meses atrás. Esse crescimento desacelerou também, no entanto, com o crescimento de mais de 500% da Austrália e América do Sul desde 2010.
Para aqueles que procuram inspiração para abrir seus próprios espaços de coworking planejar uma viagem para Nova York e Berlim é essencial em termos de pesquisa. Essas duas cidades continuam sendo os centros de coworking no mundo. Nova York ainda possui o maior número de espaços de coworking no mundo, totalizando 73.

Fonte: http://www.deskmag.com/en/2000-coworking-spaces-worldwide-617
Tradução: Ana Carolina da Mata

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