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Em 15 de janeiro, a Fundação Wikimedia, responsável, entre outras, pela Wikipedia, completou 11 anos de atividades com um total superior a US$ 16 milhões arrecadados via doações, por meio do sistema de crowdfunding. No caso da enciclopédia, não se trata de arrecadar fundos, mas de buscar a participação coletiva para a geração de conteúdo, a chamada produção colaborativa.

Muitas empresas recorreram à ajuda dos consumidores para criar novos produtos e novas campanhas. O próximo passo foi abraçar uma nova forma de colaboração, o crowdsourcing, um modelo de produção que utiliza a inteligência e os conhecimentos coletivos e voluntários espalhados pela internet para resolver problemas, criar conteúdos e soluções, ou, ainda, desenvolver novas tecnologias. “Quando utilizado corretamente, o processo pode gerar ideias novas, reduzir o tempo de investigação e o desenvolvimento de projetos, diminuindo custos e criando uma relação direta com os clientes”, diz Adolfo Milito, presidente do Conselho em Economia Criativa da Federação do Comércio de São Paulo (Fecomércio).

Nesse modelo, o cliente entra no site de empresas especializadas em crowdsourcing, apresenta sua demanda de maneira bem detalhada e diz quanto está disposto a pagar. Do outro lado, centenas de designers, profissionais e amadores, credenciados na plataforma, avaliam a proposta. Os que se interessam, enviam suas soluções. “Um mesmo designer pode produzir uma ou mais propostas”, afirma Marcelo Ursini, dono da YouCreate, agência colaborativa, de São Paulo.

As soluções podem vir de amadores até os mais experientes. Cabe ao cliente escolher a que mais se adapta às suas necessidades. O designer vencedor recebe o dinheiro oferecido pelo seu trabalho e cede os direitos de uso ao cliente. A empresa de crowdsourcing cobra um percentual sobre os trabalhos fechados. Quem paga são os profissionais cadastrados.

A maioria das plataformas disponibiliza produtos e serviços nas áreas de design gráfico, comunicação, webdesign, material promocional, embalagens, papelaria, desenho e conceito de marcas, consultoria, criação de mascotes, entre outros. Mas a proposta já está atraindo outros perfis de ofertas.

A Engarte, de Minas Gerais, tornou-se a primeira plataforma de crowdsourcing do país para o mercado B-to-B na área de construção civil. “Trabalhamos com o leilão inverso. O profissional diz quanto quer receber e as empreiteiras, escritórios de engenharia e construtoras selecionam os que atendem às suas necessidades e caixa”, diz Alan Meira, sócio da plataforma.

Com pouco mais de um ano de operação, a Engarte já conta com 3.000 profissionais cadastrados e 100 empresas. Para recuperar o investimento, de R$ 100 mil, o empreendedor espera somar 250 projetos mensais, que garantirão faturamento anual de R$ 1 milhão. (KS)

Fonte: http://www.valor.com.br/financas/2847522/modelo-que-se-vale-da-inteligencia-e-de-ideias-coletivas#ixzz27lTdyXcy

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