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As startups encontram nestes ambientes a oportunidade de discutir ideias, ganhar visibilidade e diluir custos de escritório. Saiba mais!

Dados do Sebrae apontam que quase metade das empresas com menos de dois anos quebram. A maioria delas é de pequeno porte. Definitivamente, começar um negócio não é uma tarefa fácil.

Um nicho mundial que está ganhando força aos poucos no Brasil é o escritório compartilhado, também chamado de co-working. O modelo de negócio funciona como uma espécie de “incubadora” de micro-empresas, em sua maioria formada por profissionais autônomos, free lancers e empreendedores em geral.

As pessoas de diferentes segmentos compartilham a estrutura física de um escritório e diluem os custos. O principal papel destas co-workings é proporcionar além do espaço, um ambiente propício ao relacionamento, troca de experiências e networking.

No Brasil, somente no ano de 2010 foram abertas 12 co-workings. Em algumas empresas, os profissionais se cadastram em sua plataforma, criam perfil com todas as informações sobre o serviço prestado e portfólio, para que os membros se conheçam entre si e contrata um plano mensal para uso do escritório.

Inicialmente, o conceito de ter um escritório compartilhado estava muito atrelado a economia com custos fixos de um espaço. Hoje, a co-working é vista como um ambiente que proporciona a inovação. Isto porque reúne equipes multidisciplinares que trocam informações entre si sobre seus projetos e empresas.

De acordo com Carlos Arruda, diretor executivo do Conselho Internacional e Professor da Fundação Dom Cabral, o processo de inovação eficiente extrapola o ambiente de uma empresa ou de uma única pessoa. “O processo de inovação eficaz procura, incentiva e promove que outros, sejam fornecedores, clientes, parceiros, universidades, especialistas, amigos e familiares ofereçam ideias”, pontua em entrevista ao Portal HSM.

Cada vez mais, os escritórios compartilhados são utilizados como uma estratégia de negócio de uma startup, como forma de criar visibilidade, ter estrutura e capturar contribuições de diferentes profissionais. O relacionamento permeia o dia a dia do empreendedor que opta por esta forma de trabalho, mas não é o alvo principal de quem entra em uma co-working.

Como nasceu o co-working

O termo co-working foi criado em 1999 por Bernie DeKoven, como uma extensão do trabalho no ambiente online, o que hoje chamamos de Home Office. Mais tarde, em 2005, o empreendedor Brad Neuberg se apropriou do nome para descrever um espaço físico, que reúne profissionais para trabalhar fora do escritório convencional.

Neste sentido, Neuberg criou a primeira co-working nos Estados Unidos, em São Francisco: o Hat Factory. Tratava-se de um apartamento, que abrigava três profissionais de tecnologia e que abria suas portas durante o dia para profissionais externos que precisavam de um lugar para trabalhar e queriam compartilhar experiências.

Fonte:  Portal HSM

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