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PEDRO GROSSI

Dividir um escritório entre profissionais de diferentes áreas já seria uma boa ideia pelo simples fato da economia de recursos. Uma única secretária, uma única sala de reunião e uma única rede de internet que todos podem compartilhar e dividir os custos. A ideia fica ainda melhor pelas relações pessoais que proporciona. Do networking criado nesses ambientes surgem novos parceiros, novas ideias e novos negócios.

É o caso dos amigos Rafael Damasceno, 27, e Felipe Reis, 28. Formados em publicidade, eles decidiram abrir uma empresa de marketing digital que tem sua sede no Elo Coworking, um das principais empresas de escritório compartilhado. “É um espaço ideal para novos empreendimentos. Você tem uma estrutura para apresentar a potenciais clientes, tem excelentes condições de trabalho e ainda possibilita um networking importante com as pessoas”, explica Felipe. Ele, que junto com o sócio Rafael, se tornou mensalista há um mês, acredita que esse modelo de trabalho deverá ganhar cada vez mais adeptos. “É um sistema que traz poucas desvantagens e acho que é uma tendência que deve se fortalecer”.

Uma pesquisa realizada pela consultoria Gartner reforça a tese de que as relações de trabalho deverão ser cada vez mais flexíveis. Segundo o estudo, até 2015 pelo menos 40% das corporações mundiais adotarão algum tipo de flexibilidade na rotina dos funcionários. “Já há algum tempo se estabeleceu no mundo a tendência do home office (escritório em casa)”, explica o proprietário da Elo Coworking, Francisco Amaral. “Mas trabalhar em casa demanda muita disciplina e são poucas pessoas que conseguem ser produtivas. Oferecer pra elas uma estrutura de escritório reúne a liberdade de fazer o próprio horário com a estrutura de um local de trabalho”, sintetiza.

Em todo o mundo, são cerca de 2.500 escritórios compartilhados, mas a expectativa é que esse número dobre nos próximos dois anos. De acordo com a pesquisa Global Coworking Sensus, realizada pela Deskwanted, a cada dia quatro escritórios desse modelo são abertos no mundo. A maior parte deles está na Europa, que hoje possui 1.160 escritórios compartilhados. Em seguida está a América do Norte, com 853. A Ásia possui 245, a América do Sul, 141, a Austrália, a Nova Zelândia, 65, e a África, 24.

Em Minas Gerais são pelo menos oito, sendo sete em Belo Horizonte e um em Montes Claros. “É um setor que está crescendo muito. Temos uma taxa média de ocupação de 90% dos espaços ao longo do ano”, diz a gerente do CWK, escritório fundado em 2010, Mônica Lima. O CWK, que é um dos maiores locais de coworking da cidade, possui 66 postos individuais de trabalho, que, segundo ela, não são ocupados apenas por profissionais autônomos. “Quando abrimos, a percepção era de que o público seria de jovens profissionais liberais, mas temos um movimento grande de executivos de multinacionais que visitam a cidade e precisam de um local com estrutura para trabalhar por alguns dias”, explica.

Por mensalidades que variam de R$ 240 a R$ 850, a pessoa tem direito a um endereço fiscal, um número de telefone exclusivo, acesso à internet, atendimento telefônico personalizado, secretária, central de recados, sala de reunião (geralmente uma cota de 4 horas mensais).

Comparação de Coworkings de Minas 

Planos com estação de trabalho, internet, telefonista e sala de reunião:

Elo Coworking
elocoworking.com.br
Planos mensais: de R$ 70 a R$ 840

CWK Coworking
cwk.com.br
Planos mensais: de R$ 249 a R$ 849

Êxodo Net
exodonet.com.br
Plano mensal: R$ 550

Space4me
space4me.com.br
Plano mensal: R$ 800

Desk Coworking
deskcoworking.com.br
Planos mensais: de R$ 117 a R$ 800

Work Espaço Business (em Montes Claros)
espacobusiness.com.br
Planos mensais: de R$ 150 a R$ 550

For Job
forjob.com.br
Plano mensal: R$ 714

Mgbras
mgbras.com.br
Plano mensal: R$ 800 (individual)
R$ 2.100 (equipe de 4 pessoas)
R$ 8.000 (anual)
Concorrentes se unem para crescer juntos

Seis empresas de coworking de Minas Gerais se uniram em agosto deste ano para criar o Grupo Coworking de Minas Gerais (GCMG). “O objetivo principal dessa união foi difundir o conceito no Estado. Nosso mercado tem essa característica de apresentar alguma resistência a ideias novas”, diz o fundador do grupo e proprietário da Elo Coworking. Segundo Amaral, as agora oito empresas que compõem o grupo deverão fechar o ano de 2013 com crescimento de 30%.

Fonte: http://www.otempo.com.br/capa/economia/escrit%C3%B3rios-compartilhados-geram-economia-e-neg%C3%B3cios-1.768832

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