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A 21212 é uma aceleradora de empresas binacional, comandada pelos brasileiros Marcelo Sales, Rafael Duton e Leonardo Constantino, que gerenciam a empresa a partir do Rio de Janeiro (código de área 21), e por Benjamin White e Jeff Levinsohn, sediados em Nova York (código de área 212). Já mantém em seu portfólio 18 empresas digitais que passaram por uma rigorosa seleção entre centenas de jovens empreendedores e que durante quatro meses entraram no programa de aceleração. No processo, elas foram preparadas por meio de mentorias e couching com nomes fortes do mercado, como Daniel Simon da Gávea Investimentos, para participarem do Demo Day. O evento apresentou, no dia 19, no Museu de Arte Moderna do Rio, nove empresas inovadoras, que atuam com soluções digitais, a 120 investidores institucionais entre fundos de investimento e de venture capital e investidores anjo nacionais e estrangeiros.
“Nossa meta é ter 30 empresas no portfólio até 2013. Elas recebem um aporte inicial de R$ 50 mil e até R$ 250 mil em serviços. Estamos criando também o Fundo 21212, com R$ 100 milhões para investir em empresas digitais”, diz Marcelo Sales, diretor da empresa.
O ponto alto do Demo Day foram as apresentações dos jovens entre 20 e 36 anos, vestidos de jeans, tênis e camisetas com a logomarca de suas promissoras startups. Cada um teve 10 minutos para vender seu peixe.
A Zona Universitária, por exemplo, é uma rede social para ajudar a planejar a carreira de universitários. Foi apresentada pelo canadense Ylya Brotzky, co-fundador e chief networking officer, que deixou carreira promissora na Vale para conduzir o negócio ao lado de Marcelo Melo e Jair Vençosa. “Cerca de 71% das empresas no Brasil dizem que têm dificuldades de encontrar talentos. Já temos 75 mil universitários e vamos chegar a 100 mil até o final do ano. Agora estamos abrindo a plataforma para empresas de mentoria que querem vender serviços e companhias, como a Arcelor Mittal, que buscam talentos. Estamos reinventando o recrutamento no Brasil”, prometeu Brotzky, que fechou uma captação de R$ 100 mil e espera captar outros R$ 200 mil após o evento.
O Site Sustentável, projeto de Rodrigo Torrentes, 36 anos, e Maximiliano Muniz, 30, propõe a eliminação da pegada de carbono de sites por meio do plantio de árvores. A empresa calcula quanto o site consome de energia e faz a neutralização. A cada 100 mil page views, é plantada uma árvore, ao custo de R$ 15, pelas equipes do Instituto Brasileiro de Florestas. “Já temos 70 clientes e plantamos mais de 500 árvores no Paraná e no sul de São Paulo”, informou Torrentes, que recebeu aporte da Venture One e esperava captar outros R$ 900 mil.
O Acess Club é um clube de privilégios criado pelos irmãos João Vitor Amaral, 23 anos, e Frederico Amaral, 21. O foco são VIPs que só ingressam por meio de convites e pagam de R$ 240 (plano semestral) a R$ 420 (plano anual) para ter acesso a uma série de benefícios de empresas como Natan, Koni, Bartholomeu e Bar do Copa. “A compra coletiva foca em desconto. Nós focamos na experiência única. Criamos algo inovador aproximando o cliente classe A das empresas parceiras com um canal de relacionamento forte. Sem investir em marketing, já temos 300 usuários pagantes”, diz Frederico Amaral, que esperava captar R$ 200 mil após o evento.
Na área de entretenimento, o Queremos! é uma plataforma que reúne fãs, produtores e artistas para promover shows e eventos por meio de crowdfunding. Já a WeGoOut é uma plataforma de interação social que recomenda festas e locais para sair com base no seu grupo de amigos de redes sociais como o Facebook, mostrando quem irá, quem já está lá e fotos do ambiente. Um pouco invasivo, mas, segundo o co-fundador Frederico Camara, só monitora pessoas cadastradas na plataforma.
Também se apresentaram a XJobs, plataforma para terceirização de projetos online; a ZeroPaper, que oferece um gerenciador financeiro inteligente para pequenos empresários e empreendedores individuais; e a Easyaula, que aproxima pessoas que querem ensinar das que querem aprender. Já a Bidcorp atua no mercado de bens e ativos excedentes, com foco na construção civil. Ao encerrar uma obra, a construtora pode disponibilizar seus ativos novos e usados a preços acessíveis para pequenas e médias empresas. A empresa já conta com mais de R$ 50 milhões em ativos excedentes de grandes construtoras como a Odebrecht.

Fonte: http://www.valor.com.br/empresas/2895858/fundo-binacional-tem-r-100-mi-para-bancar-startups#ixzz2BiuAEz00

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