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A criação de espaços de Coworking, ou escritórios compartilhados, está atraindo cada vez mais investidores.

No site Coworking Brasil, que lista empresas do segmento, há mais de 60 endereços em onze Estados. A ideia dos empreendimentos é oferecer todos os serviços de um escritório tradicional, com computadores, acesso à internet e até áreas de lazer. Para quem opta pela facilidade, uma das vantagens é o networking entre os usuários e as startups que dividem o mesmo local. Com o aumento de alternativas no mercado, os empreendedores investem em diferenciais como a oferta de academias, churrasqueiras e atendimento 24 horas.

Criado no início do ano, no bairro de Pinheiros, em São Paulo, o Coworking Espaço Conceito tem 120 metros quadrados de área e oferece 26 mesas de trabalho e salas privativas com recursos de áudio conferência. Conta ainda com academia, estacionamento e bicicletário, segundo os diretores Marcelo Ribeiro e Gustavo Almeida que, antes de entrarem no ramo, montavam projetos de infraestrutura para multinacionais no Brasil.

O espaço funciona 24 horas e já conta com oito clientes, de áreas como seguros, finanças e recursos humanos. “Temos 21 pessoas trabalhando e a meta é ocupar 36 posições, durante todo o ano”, diz Ribeiro. Os contratos atuais são anuais, mas é possível fechar planos por hora, a partir de R$10. No plano básico, de seis horas diárias ao mês, o valor sobe para R$650.

Os sócios investiram R$400 mil para abrir o negócio e pretendem faturar R$ 229 mil em 2013. “A maior dificuldade no setor é explicar o que é o Coworking para quem nunca teve contato com o conceito e que as outras pessoas que trabalham no local não vão atrapalhar a sua operação”, diz. “Ao contrário, os grupos agregam no dia a dia, com mais networking.”

No próximo ano, a ideia dos empresários é abrir mais quatro unidades, nas regiões das avenidas Paulista, Luis Carlos Berrini e na Vila Olímpia. O investimento previsto é de cerca de R$ 1 ,8 milhão.

Para Homero Ramirez e Ana Carolina Salmi, sócios da Oficina Coworking, aberta em abril na região da

Paulista, um dos maiores obstáculos para ingressar no mercado é achar um bom endereço. “Os valores de aluguel são altos e não existem fontes de financiamento para os empreendedores”, afirmam.

Com 450 metros quadrados de área, a Oficina Coworking tem 40 estações de trabalho, três salas de reunião e duas salas de treinamento com monitores LCD para apresentações.

O local conta com 17 empresas no total, de áreas como tecnologia, advocacia e turismo. O objetivo é chegar a 30 companhias. “É possível contratar estações de trabalho de forma avulsa ou sem limite de tempo”, afirma Ana Carolina. Há opções de planos diários a partir de R$ 63. Para abrir a empresa, os sócios gastaram 18 meses para o planejamento do negócio, visitas a espaços similares e pesquisa de mercado. Investiram cerca de R$ 500 mil para tirar a ideia do papel. A estimativa de faturamento em 201 3 é de até R$ 300 mil.

Inaugurado no início do mês, nos Jardins, o Space 242 aposta nas áreas de uso comum para atrair mais

clientes. Tem um jardim com bicicletário, sala de jogos e um solário com churrasqueira. “A intenção é fazer com que os usuários interajam e façam negócios com outros ‘co-workers’”, diz o sócio Fábio Zugman, que deve faturar R$ 300 mil no primeiro ano de atividade.

Uma das ideias de Zugman, autor de seis livros sobre administração e empreendedorismo, é oferecer um site em que as empresas participantes possam se apresentar às companheiras de escritório e firmas externas. Em menos de um mês em funcionamento, tem duas companhias instaladas. Oferece pacotes diários a partir de R$ 59.

Há quase três anos no mercado de Coworking, a sócia do My JobSpace, Ana Fontes, aumenta a cartela de clientes com a ajuda das redes sociais, distribuição de folhetos e parcerias com restaurantes da região do Jabaquara, onde fica o escritório compartilhado. Com 550 metros quadrados de área, abriga 55 pessoas de mais de 20 empresas dos segmentos de serviços e consultorias. “A meta é chegar a 50 companhias, até 201 4″, diz a empresária, que comandava um site de elogios na internet, o Elogieaki. “Os brasileiros estão empreendendo mais e ter um escritório próprio sai mais caro.”

Fonte: Valor Econômico – PME – 30/08/13

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